São Gonçalo, 18 de Abril de 2014

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Economia

As atividades econômicas de São Gonçalo são marcadas pela diversidade. Atualmente temos em nossas terras o funcionamento de importantes fábricas, a produção de diferentes produtos agrícolas e muitas empresas de comércio e prestação de serviços. A história nos revela quão intensa já era economia gonçalense ainda nos tempos de fundação do que viria a ser uma grande cidade.

O pau-brasil foi o primeiro produto explorado, seguido da cana-de-açúcar e do café. Na primeira metade do século XX, nosso setor agrícola direcionou seu foco para a fruticultura, horticultura e floricultura. Já na segunda metade do mesmo século, São Gonçalo ganha destaque na economia regional pelo seu robusto parque industrial. Neste período a agricultura e a indústria eram, juntas, as responsáveis pela metade da arrecadação de taxas e impostos para a economia do estado do Rio de Janeiro, auxiliadas também pela pesca, pecuária e avicultura.

*Agricultura

No início do século XIX, a economia gonçalense era predominantemente agrícola. Além do açúcar, principal produto gonçalense, havia também a produção de aguardente, frutas (principalmente a laranja), pau-brasil, café, especiarias e alguns produtos manufaturados. Neste período começam a surgir algumas indústrias de produção em pequena escala.

A primeira década do século XX foi particularmente importante para a agricultura gonçalense, sendo considerado pela inspeção do Ministério da Agricultura como um dos municípios com maior desenvolvimento agrícola e como o primeiro no setor de fruticultura. Em 1909 e 1910 a colheita de grãos como feijão e milho era intensa; em 1920 fomos um dos maiores produtores de laranja, goiaba e abacaxi.

O café e depois a laranja assumiram na economia gonçalense o papel que antes tivera o açúcar, e tornaram-se os principais produtos de exportação. Cabe destacar aqui o êxito na produção desses dois produtos.

- A Laranja

Introduzido no Brasil em 1531 por Martim Afonso de Souza, o cultivo da laranja foi bem sucedido em São Gonçalo. Nesta aspecto a cidade competia com Nova Iguaçu, conhecida na época como “Califórnia Brasileira”. Em 1924 a Associação de Fruticultores de São Gonçalo construiu o primeiro Pavilhão para a Seleção de Laranjas, cujo destino era a Argentina e Europa. Havia também o Pavilhão de Beneficiamento de Laranjas, onde atualmente encontramos o Quartel do 7º Batalhão da Polícia Militar, em Alcântara. Este pavilhão realizava a lavagem, a seleção e o encaixotamento das diversas espécies de laranjas que seriam venidas para outros municípios do estado. De forma geral, a citricultura teve grande importância, sendo durante muito tempo o maior mercado de exportação de São Gonçalo; no entanto a dificuldade de realizar exportações durante a II Guerra Mundial resultou no declínio deste mercado.

Importantes figuras históricas deixaram depoimentos sobre o impacto do cultivo da laranja em terras gonçalenses. Segue abaixo alguns trechos:

* Palavras do botânico francês Auguste de Saint-Hilaire que passou por São Gonçalo em agosto de 1818:

“Nos arredores da Praia Grande vê-se um grande número de plantações de laranjeiras. O terreno quente e arenoso dessa zona convém perfeitamente a esses vegetais que estavam na ocasião cobertos de frutos, dos quais saboreei deliciosos da espécie chamada seleta.
Vi também, nessa zona, alguns campos de mandioca e muita hortaliça, tal como couves, feijões e melancias”

*Palavras do Dr. Luiz Palmier presentes na página 118 do livro “São Gonçalo Cinquentenário”:

“A laranja é para São Gonçalo o que o cacau é para a Bahia, o café para São Paulo, o algodão para o Nordeste, a cana-de-açúcar para Pernambuco ou Campos e a própria laranja para a Califórnia ou Nova Iguaçu. Por isso mesmo, tanto quanto o Município de Nova Iguaçu, o Município de São Gonçalo pode ser chamado de a Califórnia Brasileira.”

- O Café

Maior riqueza do Brasil desde o século XIX até a metade do século XX, o café não teve sua capacidade produtiva explorada logo de início. Em 1731 o sargento-mor Francisco de Mello Palheta levou ao Pará, vinda da Guiana Francesa, algumas mudas da rubiácea para enfeitar jardins, e esta foi sua finalidade durante décadas. Em 1762, o desembargador João Alberto de Castello Branco trouxe mudas de café para o Rio de Janeiro, vindo do Maranhão, e as plantou na Chácara dos Barbadinhos, na rua dos Barbonos (atual rua Evaristo da Veiga), no Centro do Rio de Janeiro. Desta chácara saíram as primeiras sementes de café para Resende e São Gonçalo. De São Gonçalo o café espalhou-se pela Província Fluminense, despertando preocupação entre os senhores de engenhos de açúcar e a consequente luta entre estes e os cafeicultores. O cultivo do café de fato se manteve em São Gonçalo nas duas últimas décadas do século XVIII e início do século XIX, no entanto, os produtores de cana-de-açúcar foram aos poucos “empurrando” o cultivo do café, que passou para Itaboraí e Magé, subindo a Serra do Mar, dominando o Vale do Paraíba e fixando-se definitivamente em São Paulo, tendo passado também por Minas Gerais. Eis aqui trechos de relatos feitos sobre o cultivo do café:

*Palavras de Costa Neves, em “Histórias Singelas do Café”

“De São Gonçalo o café se espalhou por todo o interior do Estado do Rio de Janeiro (Friburgo, Bom Jardim, Cantagalo, Cordeiro, etc...), e de Resende irradiou-se, seguindo o vale do rio Paraíba, pelo sul de Minas Gerais, Em 1780, pelo nordeste de São Paulo, em 1782.”

*Palavras de Figura de Almeida, em seu livro “História Fluminense” (página 97, primeiro volume).

“Tão logo ali chegou o café vindo de São Gonçalo, sesmaria de certo Gonçalo Coelho, às margens do Guaxindiba, onde edificou igreja em hora do Santo de seu nome e veio a ser sucessivamente paróquia (10/02/1647), Vila (22/09/1890) e finalmente cidade.” É válido destacar que Figueira de Almeida equivocou-se ao falar de Gonçalo Coelho como fundador da cidade em lugar de Gonçalo Gonçalves.

No século XX a produção de verduras e flores nas chácaras da cidade também era abundante – São Gonçalo foi o lugar que mais fornecedor de rosas para o Rio de Janeiro. Esse fenômeno durou apenas duas décadas, e na década de 60 as chácaras não davam conta sequer do abastecimento do mercado local.

Em 1972 os bairros de Monjolos, Laranjal, Vista Alegre, Santa Isabel, Sacramento, Rio do Ouro, Maria Paula e Colubandê ainda mantinham uma produção permanente de banana, laranja, limão e manga, e outra temporária de mandioca, milho, abacaxi, tomate e cana-de-açúcar.

O Censo do ano 2000 constatou que as lavouras permanentes da cidade eram aquelas produtoras de banana, laranja, limão, maracujá, caqui, coco-da-baía, mamão, manga e tangerina, e as temporárias eram de cana-de-açúcar, feijão, milho e mandioca.

*Pecuária e Avicultura

A pecuária teve uma contribuição pequena para o índice de produtividade do município. Concentravam-se no 2º e no 3º distrito os rebanhos existentes em São Gonçalo, tendo destaque o rebanho bovino para produção de leite.

Já a avicultura teve um desempenho melhor. Em 1940 recebemos o título de “Primeiro Produtor de Aves e Ovos do País” durante a exposição avícola realizada em Petrópolis. Participaram da premiação as granjas Alcântara, Pará, Nazaré e Marajó.

*Pesca

A venda do pescado encontrado no litoral gonçalense contribuiu amplamente para produção de divisas para a cidade. O sucesso do setor pesqueiro foi tamanho que motivou a construção, em 1916, do Mercado Público Cônego Goulart, ao lado da Estrada de Ferro Maricá, em Neves. O mercado era local de compra e venda dos mais diversos produtos, porém, acabou ficando conhecido como pela venda do peixe por ser o produto mais vendido em suas “barracas”. Mesmo com sua transferência para a Avenida Presidente Kennedy, o mercado permaneceu como “Mercado de Peixe” (atual Centro Popular de São Gonçalo)

Foram muitas as indústrias de conserva de peixes instaladas em nossa cidade, das quais destacaram-se: Rubi, Piracema, União, Galo, Pescado, Netuno, Ondina, Orleans (situadas nos bairros Gradim e Neves), e a Coqueiro (situada no bairro Porto Velho). Esta última foi a que mais se destacou, tendo seus produtos comercializados em diversos estados do Brasil. Foi vendida na década de 1990 para a Indústria Quaker, mantendo as atividades bem sucedidas da tradicional Coqueiro.

*Indústria

São Gonçalo vivenciou na década de 1930 o início da construção de seu pujante parque industrial e nas duas décadas seguintes foi considerado o mais importante município do estado e um dos mais bem conceituados do país, uma vez que era responsável por mais da metade da arrecadação total dos impostos do Rio de Janeiro.

As décadas de 40 e 50 marcaram o auge da produção industrial na cidade. Nos anos 40 predominavam as cerâmicas de telhas e tijolos, em especial nos distritos de São Gonçalo (sede) e Ipiíba. Quanto à década de 50, dados estatísticos de 1954 revelam que a cidade manteve seu lugar de destaque possuindo setenta fábricas com atividades das mais diversificadas: metalurgia, transformação de materiais não-metálicos (cimento, cerâmica e outros), farmacêutica; além da produção de papel e produtos alimentícios.

A quantidade e pluralidade de suas indústrias que possuía na época conferiu a São Gonçalo o imponente apelido de “Manchester Fluminense”, em referência à importante cidade industrial da Inglaterra. Dentre elas destacaram-se as seguintes:

• Acieira Martins:
situada em Neves. Contava com um forno aquecidos a gás e dois outros aquecidos a óleo, e fabricava produtos para o Exército Brasileiro, dentre eles barras, rebites, vigamentos e perfis (peças) especiais.

• Balprensa Comércio e Indústria de Ferro:
localizada no Porto Novo (rua João Manoel, 803).

• Café Serrador:
situava-se na rua Coronel Serrado. Era uma indústria de moagem e empacotamento de café. Suas atividades foram encerradas na década de 1960.

• Cerâmica Esperança:
fundada em 10 de maio de 1942. Propriedade do Sr. José Maria Nanci.

• Cerâmica Eureca:
construída no bairro Zé Garoto (rua Doutor Francisco Portela).

• Cerâmica Porto do Rosa:
situava-se no Porto do Rosa, próxima ao litoral. Fundada em 20 de janeiro de 1941, a famosa “Cerâmica do Rosa” era a mais antiga das cerâmicas e a maior em produção.

• Cerâmica Rio do Ouro:
fábrica de manilhas, de propriedade do Sr. J.P. Pinheiro.

• Cerâmica Santa Emília:
situava-se no Rodo de São Gonçalo. Era responsável pela fabricação de telhas, manilhas, tijolos comuns, furados e refratários.

• Cerâmica Vista Alegre:
localizava-se em Rio do Ouro. Produzia louças, ladrilhos e mosaicos.

• Companhia Brasileira Produtos de Pesca S.A.:
situada no Gradim (rua Cruzeiro do Sul, 01). Atua no ramo da conserva de sardinhas.

• Companhia Brasileira de Fósforos:
construída em Neves. Responsável pela fabricação do fósforo Sol, foi vendida posteriormente para a Indústria HIME.

• Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas (CBUM):
situada em Neves; criada após a transferência de concessão da famosa Usina de Neves, propriedade do Loyde Brasileiro, ao grupo HIME em 1920. A usina possuía dois fornos de aço, uma laminação de ferro e uma caldeiraria de ferro e cerâmica, que produziam produtos como vergalhões, cantoneiras, barras de ferro, ferro guza e rebites, vendidos no Brasil e no exterior. Inovou, sendo a primeira a produzir parafusos na América Latina.

• Companhia Eletroquímica Fluminense situada em Alcântara (rua Dr Alfredo Backer, 566, às margens do rio Alcântara). Fundada em 20 de junho de 1933 a Eletroquímica Fluminense era a única do país no setor. Produzia cloro, hidrogênio e soda cáustica, matérias-primas específicas para fábricas de sabão, tecidos e inseticidas – estas fábricas eram abastecidas com produtos importados, porém, com a escassez dos mesmos, fez-se necessária a construção de uma indústria como a Eletroquímica Fluminense para atender a demanda nacional. É importante destacar seu pioneirismo no uso do processo hidroelétrico no ambiente fabril; atualmente está desativada.

• Companhia Fiat Lux:
situava-se em Neves (rua Padre Marcelino, 106 e 109, quando esta ainda fazia parte do território gonçalense). Fabricante de fósforos das marcas Fiat-Lux e Olho, contava também com fábricas em São Paulo e Pernambuco.

• Companhia Industrial de Papéis Alcântara:
fundada em 13 de março de 1945. Possuía filial em Magé, reflexo de sua grande expansão. Hoje está desativada.

• Companhia Mabra de Importação e Exportação:
criada em 1947.

• Companhia Matadouro São Gonçalo: construída no Gradim (rua Visconde de Itaúna). Criada em 1915, pelo governo municipal, a companhia era responsável pela matança de bovinos e suínos; prestava seus serviços ao comércio privado através de contrato. Deixou de pertencer à Prefeitura em 1933.

• Companhia Nacional de Cimento Portland de Lone Star Cement (Cimento Portland):
situada na Fazenda Guaxindiba, à margem da Baía de Guanabara. Fundada em 1933 e com uma produção diária de 800 toneladas, a companhia era responsável pelos produtos das marcas Mauá e Incor. Possuía excelentes instalações; um exemplo disso era a usina termoelétrica movida a óleo, construída para que não houvesse alguma paralisação das máquinas em caso de falta de energia elétrica. Com o objetivo de facilitar o escoamento e o transporte de seus produtos a empresa também construiu uma linha férrea e um canal, diretamente do rio Guaxindiba: a Estrada de Ferro Industrial e o Canal Guaxindiba, respectivamente. O calcário utilizado na produção do cimento era retirado da Bacia Calcária de São José; quando esta matéria-prima tornou-se escassa na localidade a produção de cimento foi transferida para o município de Cantagalo e São Gonçalo era responsável apenas pela produção de argamassa.

• Companhia Nacional de Explosivos de Segurança S.A.:
situada na Fazenda Monte Raso; fabricava dinamite.

• Companhia S.A. Internacional do Brasil:
localiza-se em Neves (avenida Paiva). Fundada em 1927, a companhia produzia tintas e vernizes a serem utilizados como proteção contra corrosão em embarcações. Passou por um processo de modernização e atualmente se chama Indústria de Tintas Internacional.

• Companhia Vidreira do Brasil (COVIBRA)

• Condal Indústria e Comércio:
construída em Neves (rua Floriano Peixoto, 2370) em 1959, a Condal era uma fábrica de brinquedos e máscaras de propriedade de Armando Valles Castanye.

• Curtume Zoológico São Sebastião:
localizava-se no Gradim (atual avenida Washington Luiz). De propriedade do Sr. Rosendo Rica Marcos, produzia em 1930 couro de primeira qualidade, após o couro curtido. Foi extinto em 1937.

• Custódio Rangel Pires Cia. Ltda.:
construída em Monjolos; produzia material plástico.

• Estâncias Hidrominerais:
São Gonçalo e Itaí.

• Fábrica Estrela:
localizava-se na travessa Rocha,80. Fundada em 16 de março de 1941, por Eugênio Simões, produzia ombreiras e entretela.

• Fábrica de Ampolas:
situava-se em Neves (rua Oliveira Botelho).

• Fábrica de Artefatos em Cimento Armado:
foi fundada em 9 de fevereiro de 1941. Fabricava muros de cimento armado, paralelepípedos e meios-fios.

• Fábrica de Artigos Pirotécnicos:
seu dono era o Sr. João Pinto dos Santos; suas atividades foram encerradas em 1937

• Fábrica de Bebidas Ron Merino:
localizava-se em Neves (travessa São Gonçalo).

• Fábrica de Bebidas e Doces Benvindo Torres Brandão:
situava-se no Gradim (rua Visconde do Itaúna, números 7 e 9). Foi criada em 1913 pelo Sr. Benvindo Torres Brandão.

• Fábrica de Brinquedos:
Fama, Fênix e Wite.

• Fábrica de Chocolate Guanabara

• Fábrica de Conservas Ondina:
construída em Neves (rua Barão de São Gonçalo, 311).

• Fábrica de Conserva de Peixes Piracema :
fundada em 1940 pela família Galego, ficava na rua Manoel Duarte.

• Fábrica de Doces (outras):
Triunfo (Neves), Regina, São Gonçalo (Gradim) e Neves.

• Fábrica de Doces Sublime:
situava-se no bairro Sete Pontes (rua Carlos Magno Barreto). Fundada em 8 de junho de 1941.

• Fábrica de Goiabada:
situava-se em Neves (rua Floriano Peixoto).

• Fábrica de Fogos Santo Antônio:
situava-se em Neves (rua Oliveira Botelho, 1.638).Fundada em 10 de maio de 1942, fabricava fogos de artifício.

• Fábrica de Formicidas:
localizava-se em Neves. Era uma indústria de pequeno porte, produtora do inseticida Tank.

• Fábrica de Manufaturados de Chumbo:
localizava-se em Neves e pertencia ao Coronel Serrado.

• Fábrica de Móveis:
construída em Neves (rua Maurício de Abreu) por José Garcia.

• Fábrica de Papelão Fluminense:
situava-se em Tribobó (avenida Fued Moisés).

• Fábrica de Produtos Farmacêuticos

• Fábrica de Silicato de Sódio S.A.:
localizava-se no Porto da Madama (rua Comandante Ari Parreiras, 1.381).

• Firmas (outras):
Muniz Moreira e A. Martins Mendes.

• Firma Irmãos Seves:
construída em Neves (rua Floriano Peixoto,105). Era uma fabrica de massas alimentícias e foi fundada em ano anterior a 1938.

• Fundição Francisco Rocha:
situava-se no 1º Distrito. Criada antes de 1930, foi a primeira indústria no município a fabricar caldeiras.

• Fundição Palmares:
localizada em Neves (rua Oliveira Botelho). Era uma indústria do setor metalúrgico.

• Gesso Fluminense:
localizava-se onde atualmente é o bairro Barracão.

• Hermógenes Liare e Filhos:
produtora de tijolos refratários construída em Neves (travessa Fatori).

• Indústria Eduardo Duvivier e Dagoberto LeweK.

• Indústrias Reunidas:
construída na localidade de Calaboca. De propriedade do Sr. Antônio Magalhães, a fábrica realizava a moagem de feldspato.

• Indústrias Reunidas Mauá:
localizava-se em Neves (rua Oliveira Botelho, 67). Fundada em 5 de outubro de 1941, a fábrica de vidros e porcelanas também produzia vidro neutro, sendo a única do ramo em toda a América do Sul.

• Indústrias Reunidas de Pesca S.A. Netuno:
situava-se no Gradim ( rua Visconde de Itaúna, 545). Fundada em 22 de novembro de 1941, foi a primeira indústria do município no ramo da conserva de peixes.

• Indústria de Adubos Fertilimar Ltda.:
localizava-se no Jardim Catarina. Fechou as portas na década de 1950 diante da acusação de poluição ambiental.

• Indústria de Cerâmica Fatore:
localiza-se no Vila Lage. Fundada em 29 de junho de 1941 por Sr. J. Maulliac, a indústria produzia tijolos, telhas, filtros de barro e refratários. Anos mais tarde passou às mãos da Firma Hermógenes Luiz e Filhos.

• Indústrias de Conserva Coqueiro:
localizada no bairro Porto Velho, a “Coqueiro” foi fundada em 1937 e sua marca ganhou projeção no estado do Rio de Janeiro e no Brasil. Iniciou suas atividades produzindo sardinhas em conservas, evoluindo para a produção de farinha de peixe e atum em conserva. Posteriormente passou a produzir também as próprias embalagens de seus produtos – sendo a única no ramo, na época. Foi vendida para a Indústria Quaker Produtos Alimentícios na década de 1990; no entanto seus produtos em conservas permanecem com suas marcas de origem e são vendidos em todo o país.

• Indústria de Conservas de Peixe (outras):
Orleans e União.

• Indústria de Conserva Tagore:
situava-se em Neves, no porto da Vala. Foi fundada em 12 de janeiro de 1941.

• Loyde Brasileiro:
situada em Neves (antiga rua do Prado, atual rua Oliveira Botelho). A então maior empresa de navegação da América Latina foi fundada em 22 de novembro de 1988. Seu proprietário era o Sr. Artur Silveira da Mota, o Barão de Jaceguai, que precisou de autorização do governo imperial para manter a empresa. Com o fim da monarquia (15/11/1989), a autorização foi mantida pelo governo Republicano através de decreto assinado pelo Presidente Marechal Deodoro da Fonseca.

• Olaria Manoel Gaspar:
fabricava tijolos maciços e foi fechada em 1942.

• Olaria Poliese:
situava-se no bairro Camarão (travessa Maria Fonseca).Fabricava tijolos e pertencia ao Sr. Camilo Poliese.

• Pedreira Anhanguera:
indústria de pedra britada. Funcionou até 1997 no bairro Rocha.

• Pedreira Estrela:
localizava-se no bairro Anaia e foi extinta em 1970.

• Pedreiras Fluminense e Carioca:
produziam pedra de brita e derivados, como o pó-de-pedra.

• Pedreira Galo Branco:
construída no bairro Galo Branco e funcionou até 1996.

• Pedreiras Setenco e Viúva Amazonas:
foi construída no lugar onde atualmente fica o bairro Novo México.

• Polindústria S.A.:
construída na rua Nilo Peçanha. Era uma fábrica de produtos químicos e óleos cítricos essenciais, fundada antes de 1938.

• Marinho e Ferreira:
situada no bairro Porto da Pedra (rua Abílio José de Matos, 101). Fundada em 5 de janeiro de 1941, atuava como refinadora e distribuidora de sal grosso e refinado.

• Tamancaria Couto:
localizava-se em Neves (rua Oliveira Botelho).

• Tarragó, Martinez e Cia. Ltda.:
situava-se no Porto Velho (avenida Cândido de Faria, 195, próximo a Praia do Coqueiro). Fundada por José Emílio Tarragó, iniciou suas atividades produzindo sucos e licores; mudou de ramo posteriormente, criando a Indústria de Conserva de Sardinha Coqueiro.
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