Saúde e Defesa Civil
São Gonçalo reforça alertas para combate ao mosquito transmissor da dengue
04/01/2026
Objetivo é imunizar crianças e adolescentes no período de férias
Com o período de férias escolares, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil da Prefeitura de São Gonçalo faz um alerta importante aos pais e responsáveis: este é o momento ideal para colocar a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes em dia. Com a rotina mais tranquila e maior disponibilidade de horários, o período favorece a ida às unidades de saúde para garantir que todas as doses do Plano Nacional de Imunização (PNI) estejam atualizadas.
“Manter a imunização em dia é fundamental para proteger contra diversas doenças preveníveis, muitas delas já controladas no Brasil, como sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, hepatites e meningites. A atualização da caderneta evita surtos, reduz internações e garante mais segurança durante o retorno às aulas e demais atividades. Com o esquema vacinal completo, as crianças têm mais proteção e contribuem para a segurança coletiva. Com a prevenção em dia, as crianças iniciam o próximo ano letivo mais protegidas e saudáveis”, disse a subsecretária de Saúde Coletiva, Thainá Fratane.
As vacinas são responsáveis pelo fim e controle de muitas doenças. O exemplo mais recente foi com a pandemia de covid-19. Nas unidades, a condição clínica do paciente e as cadernetas são avaliadas. A aplicação das vacinas, que podem ser aplicadas no mesmo dia, com raras exceções, vai depender do histórico de cada gonçalense. Elas só não podem ser aplicadas em casos de febre. Todas as vacinas são seguras e recomendadas pelo Ministério da Saúde. Quem perdeu a Caderneta de Vacinação terá a indicação das vacinas que podem ser aplicadas conforme a idade.
Cibelle Rodrigues de Carvalho, coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde, destacou que a vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde infantil. “As férias trazem uma ótima oportunidade para revisar a caderneta com calma sem atrapalhar a rotina escolar. Muitas famílias conseguem organizar melhor a rotina nesse período e isso facilita o comparecimento às unidades. É essencial que os pais não deixem para depois, porque cada dose atrasada representa um risco desnecessário. Proteger uma criança é um ato de amor e de responsabilidade com a saúde dos nossos filhos e de toda a comunidade”, afirmou.
Para ser atendido, basta levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação nas unidades de saúde da família (USFs) que têm sala de vacinação. A maioria das unidades abre de segunda a sexta, das 8h às 17h. O gonçalense deve chegar até as 16h30. As clínicas municipais Gonçalense do Mutondo e da Família Dr. Zerbini, no Arsenal, abrem durante a semana, das 8h às 21h; e aos sábados, das 8h às 13h, exceto pontos facultativos e feriados.
Diferença entre vacinação e imunização
Para ser imunizado, é importante completar todas as doses recomendadas do esquema vacinal. Logo, quando a vacina é de dose única, a primeira dose já imuniza. Quando a vacina necessita da aplicação de mais doses, a imunização só acontece quando todas são aplicadas no indivíduo no período previsto. A imunização é o desenvolvimento da proteção para a doença para a qual a pessoa foi vacinada. Significa que a pessoa produziu anticorpos contra a doença.
Vacinas disponíveis para crianças até 5 anos
BCG (formas graves de tuberculose) – ao nascer
Hepatite B – ao nascer
Rotavírus humano oral (diarreia por Rotavirus) – 2 e 4 meses
Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b) – 2, 4 e 6 meses
VIP (poliomielite injetável) – 2, 4 e 6 meses
Pneumocócica 10-valente (pneumonia, meningite e otite) – 2 e 4 meses e um reforço aos 12 meses
Meningocócica C (meningite meningocócica sorogrupos C) – 3 e 5 meses e um reforço aos 12 meses
Covid-19 – 6, 7 e 9 meses
Influenza – uma dose anual a partir dos seis meses e até 5 anos, 11 meses e 29 dias
Febre Amarela – 9 meses e 4 anos
Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) – 12 meses
Tetra viral (tríplice viral e varicela – sarampo, caxumba, rubéola e catapora) – 15 meses
Hepatite A – 15 meses
DTP (difteria, tétano e coqueluche) – 15 meses e 4 anos
Varicela (catapora) – 4 anos
Vacinas disponíveis para crianças com mais de 7 anos e adolescentes
Hepatite B – A partir de 7 anos de idade
Dupla Adulto – dT (difteria, tétano) – 1 dose a cada 10 anos a partir de 7 anos considerando doses anteriores de Pentavalente e DTP. Em caso de ferimentos graves, o reforço é antecipado para o intervalo de 5 anos
Febre Amarela – reforço caso a pessoa tenha recebido uma dose antes de completar 5 anos e dose única para pessoas que nunca foram vacinadas ou sem comprovação de vacinação
Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) – iniciar ou completar duas doses de acordo com situação vacinal
HPV quadrivalente – de 9 a 14 anos e resgate de adolescentes até 19 anos, 11 meses e 29 dias
dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) – a partir da 20ª semana de gestação
Qdenga (quatro tipos de vírus da dengue: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4) – de 10 a 20 anos em duas doses
Meningocócica ACWY conjugada (meningite meningocócica sorogrupos A, C, W, Y) – uma dose de 11 a 14 anos
Vacinas disponíveis para adultos
Dupla Adulto – dT (difteria, tétano) – 1 dose a cada 10 anos. Em caso de ferimentos graves, o reforço é antecipado para o intervalo de 5 anos
Febre Amarela – dose única para pessoas que nunca foram vacinadas ou sem comprovação de vacinação até 59 anos
Hepatite B – Sem comprovação vacinal: 3 doses
Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) – 2 doses até 29 anos e profissionais de saúde. E 1 dose de 30 a 59 anos
dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) – a partir da 20ª semana de gestação, profissionais de saúde (neonatal e pediatria) e profissionais de creche que lidam com menores de 4 anos
Autor: Ascom
Foto: Júlio Diniz (arquivo)
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