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21/01/2026
Usuários e colaboradores de unidades de saúde participam de atividades culturais
A Praça de Alimentação do Shopping São Gonçalo transformou-se em palco para a inclusão na tarde desta quinta-feira (22). Em ação integrante da Campanha Janeiro Branco, usuários e colaboradores dos equipamentos de saúde mental da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo realizaram uma tarde de atividades com reflexões sobre os cuidados com a saúde mental e emocional.
Este mês é marcado pela Campanha Janeiro Branco – idealizada para que as pessoas façam uma autoanálise de como está a sua saúde mental e, caso necessário, procurem ajuda. O evento foi marcado por apresentações musicais, dança, poesias e atividades culturais.
Miriam Costa da Silva, escritora de 28 anos, é mãe do autista Bernardo Xavier, de 8 anos, e passou por uma depressão quando recebeu o diagnóstico do filho. Ela encontrou na leitura e na escrita a sua terapia. Presente no evento divulgando o seu livro “Um Amor Além da Vida”, ela contou a sua história para mostrar para as pessoas que passam pelo mesmo problema que a depressão tem solução.
“A forma que eu arrumei de me ajudar foi ler e escrever, passei a me sentir melhor, completa, plena. A tristeza foi embora. A escrita é minha terapia. Esse evento é muito importante porque incentiva outras pessoas a se cuidarem através dos depoimentos. Elas escutam a história e veem que todos os problemas podem ter uma saída”, disse Miriam, que vai lançar o segundo livro – intitulado de “Roteiro de um Amor Perdido” – no próximo mês.
A atividade teve o propósito de conscientizar e incentivar a discussão sobre o cuidado com a saúde mental, dando ênfase ao tratamento e apoio oferecidos nas unidades de saúde mental com a divulgação das mesmas. E, para os pacientes, foi um momento de descontração e socialização fora do ambiente de tratamento.
Usuário do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Paulo Marcos Costa, no Mutondo, o músico Raphael Ladeira, de 36 anos, tocou duas músicas na flauta. Ele faz musicoterapia e tem consultas com o psiquiatra desde agosto do ano passado. “Eu já fiz apresentações em conservatórios, gosto muito desse envolvimento com a música. Ela me faz melhor. A música cura, é uma terapia”, descreveu o flautista.
Para a coordenadora do Programa de Saúde Mental, Elaine Xavier, a iniciativa é um momento de inclusão e de chamar atenção da sociedade para os problemas mentais, que devem ser tratados e acompanhados o quanto antes. “Quem tiver algum problema ou conhecer alguém, pode nos procurar. Temos unidades de saúde mental espalhadas pela cidade e os profissionais vão saber dar a melhor orientação e suporte para aqueles que precisam de ajuda”, finalizou.







Autor: Ascom
Foto: Renan Otto
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