Educação
São Gonçalo celebra Dia do Livro Infantil com contação de história
16/04/2026
Colóquio marcou encerramento de exposição sobre o tema na Secretaria de Educação
No encerramento da exposição “Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas”, a Subsecretaria de Ações Pedagógicas da Secretaria de Educação da Prefeitura de São Gonçalo promoveu, nesta sexta-feira (17), um colóquio sobre o legado da professora. O evento contou com a palestra da psicóloga Patrícia dos Santos Muniz e do professor João José do Nascimento. A exposição é uma realização da Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Brasilcap.
A exposição no pátio da Semed, que recebeu a visita de diversos alunos da rede municipal, explica, por meio de painéis educativos o papel de Lélia como educadora, pensadora e ativista para a garantia de um legado importante para a educação antirracista. O objetivo do colóquio é refletir alguns conceitos elaborados por Lélia, como “amefricanidade” e “pretuguês”, que propõem uma sistematização de educação a partir de um paradigma afrocêntrico.
“A ideia de hoje foi trazer uma formação continuada para os professores e equipe pedagógica das escolas, diretores escolares e coordenadores, para a gente amarrar o fim dessa exposição que constitui uma possibilidade de inserir, no currículo escolar, coisas importantes para a cultura do Brasil. Quando a Lélia fala de ‘amefricanidade’, é um termo que chama atenção para a invisibilidade dos povos originários e dos povos africanos na cultura”, disse a diretora do Centro Municipal de Formação Continuada Prefeito Hairson Monteiro dos Santos (Crefcon), Shirley Victorino.
Para a diretora da Escola Estadual Municipalizada Itaitindiba, Adriana Pereira, a exposição tem um papel muito relevante na formação de profissionais e estudantes da rede municipal de São Gonçalo, especialmente quando o objetivo é fortalecer práticas antirracistas e antissexistas no cotidiano educacional.
“Essa exposição contribui em vários níveis, fortalecendo a identidade da cultura afro-brasileira, dialogando diretamente com a Lei 10.639, ajudando a cumprir essas diretrizes de forma mais profunda e contextualizada. Ela também contribui para práticas pedagógicas mais inclusivas, onde os professores passam a ter mais repertório para abordar temas como racismo e desigualdades sociais. Além disso, a exposição impacta os próprios alunos, especialmente os negros e as meninas, ao oferecer referências positivas e intelectuais que historicamente foram marginalizadas. Isso fortalece a autoestima, o senso de pertencimento e a participação social”, afirmou.





Autor: Ascom
Foto: Renan Otto
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